A Paixão de Cristo Versus Predador

Quarta feira, 16 de abril de 2014.

O Capitão Presença acaba de chegar na metade do seu baseado pós-almoço, o “digestivo” como dizem os usuários do cigarro de artista. Ele está escutando o disco do Killer or Be Killed. Na verdade o disco é apenas uma trilha sonora distante e ele está com o olhar fixo no nada. Aquele baseado era muito forte, tentava se lembrar de quem deu o skunk que o tinha derrubado.
Antes de ensaiar uma busca na sua memória os seus olhos fecham.
Pouco tempo depois ele sente que está sendo carregado, não consegue se mover e nem abrir os olhos. A experiência acaba virando um sonho erótico envolvendo a Bruna Marquezini e uma plantação no polígono da maconha.

Duas horas antes disso, em uma espaçonave alienígena, um Alien e um Predador duelam, a batalha é intensa e só acaba quando um deles joga o Game Boy no chão e grita:
- EU SOU O MESTRE POKEMOM SEU FILHO DA PUTA.

O Predador conseguia ser chato quando queria. O Alien já sabia que ele era um péssimo perdedor, agora também sabe que na vitória ele também é um babaca. Quebrar um Game Boy era totalmente desnecessário, agora eles não tinham mais nada para fazer.

Ao contrário do que a indústria do cinema humano-normativo de direita diz, todos os extraterrestres se dão muito bem. Essa história de luta é um estereotipo baseado no humor preconceituoso da série “Alf o Eteimoso”.

Alien: Tá afim de voltar no tempo e dar uma avacalhada em toda a história da humanidade, Predador?

Ele pergunta mas sabe que viagem no tempo é sinônimo de zueira para o Predador.

Predador: Sabe o que ia ser top? Mudar toda a história dos cristãos, chegar de mulão lá julgamento de Cristo e avacalhar tudo.
 
O Predador tem aquele brilho no olhar, coisa que só os verdadeiros zueiros tem. Ele olha para o seu colega, ele acena a cabeça concordando, essa ideia é muito boa, a galera da firma não vai acreditar.

Alien: Partiu. Antes da gente ir, quero dar uma passada no Rio de Janeiro pra pegar um broder, ele vai ajudar a gente a descolar um fumo louco lá em Jerusalém. Quem sabe a gente não fuma um com Jesus e crew dele? Ia ser muito top.

O Alien tinha dessas de chamar amigos para os rolês, o Predador ficava irritado mas, isso não ia atrapalhar a zueira.

Predador: Então avisa esse seu amigo aí que já a gente já ta no caminho.

Alien: Melhor sequestrar, dá menos trabalho que ligar e tal. O sinal da Tim é uma bosta aqui dentro da nave.
Predador: Tá certo. Você já tem um plano?

Alien: A gente invade a casa dele, deixa um baseado de Skunk com Rivotril, ele vai fumar e apagar, quando isso rolar a gente carrega ele pra nave.

Predador: Fechou. E seu amigo é gente fina ou é igual aquela Elisa daquela última vez?

Alien: Ele é super herói e tal, gente finassa, amigo do Koichi Osamura, porra. A Samudio era gente fina, não precisava ter deixado ela pra trás sem nave espacial, sair do Acre não é fácil, se bobear, ela tá lá até hoje.

Predador: Deixa de mimimi e bora pegar esse seu amiguinho de uma vez, quero ver se a tal Madalena é gata.

Fim da parte 1